Criado com o objectivo de elevar a credibilidade e reconhecimento do Rock em toda a comunidade musical, pretendendo atingir os ouvidos mais apurados e elitistas, o Rock Progressivo (ou “prog”) marcou uma forte presença na história e evolução de toda música. Prima pela diversidade de influências e pela complexidade das suas criações. Bandas como Pink Floyd, Jethro Tull, Supertramp, Genesis, entre outras são exemplos de claro sucesso deste tipo de criações que registaram o pico na época de 70, e que ainda hoje vão marcando presença em bandas como Porcupine Tree que usam um Rock Progressivo com uma sonoridade mais “pesada” .
Os géneros musicais definem sonoridades comuns a um conjunto de artistas e de criações. Quanto a mim, o rock progressivo não cabe neste saco dos géneros (que são de um carácter ambíguo tão evidente que me obrigam a colocar a maioria destes fora do meu vocabulário), encaixa-se mais na definição de movimento do que de sonoridade. Concretizando a ideia: ouça-se o álbum The Dark Side of The Moon dos Pink Floyd, o Thick as a Brick dos Jethro Tull e o homónimo dos Gentle Giant, verificam-se semelhanças, sobretudo na forma da música e na estrutura dos álbuns, no entanto as sonoridades são distintas, divergindo até nas influências, não podendo então o conceito de Rock Progressivo definir uma determinada sonoridade, ao contrário do Folk ou o Romantismo (os academistas chamam época às diferentes correntes da história da música erudita, mas eu gosto de as usar também como géneros, uma vez que música erudita, mais uma vez, não define nenhum tipo de sonoridade).
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